No inicio havia a pegada o pulso primário Uma batida pesada e muitos riffs de guitarra.
Um bando de artistas do som tentando criar uma espécie de trilha sonora para os delírios de alguns artistas da imagem.Uma experimentação musical onde a predileções ou preocupação por qualquer ritmo ou gênero simplesmente não existia.Assim os criadores transitavam livremente entre os mais variados terrenos musicais, rock’n roll, rap, reggae carregados com os infinitos ritmos do nordeste do Brasil.Guitarras, baixo, bateria, percussão e teclados tecendo uma malha que serviria de base para uma estória a ser contada. Era uma vez o conflito do homem com o desenvolvimento tecnológico do novo milênio, a informação digitalizada diante do conhecimento e da busca pela mais adequada sabedoria. A informação virtual, ora como instrumento de opressão, ora como veiculo de libertação. A evocação do espírito guerreiro do nordeste do Brasil sob a égide dos gigantes de ferro e borracha.uma reação a todo esse conflito no cotidiano e na própria arte.O fato é que o fator zulu havia se configurado como banda e apesar do caráter conceitual do trabalho, o uso de ritmos contagiantes e de batidas pesadas tornava a atmosfera vibrante como um convite a celebração.As imagens e os sons apresentados para transgredir e instigar. Atitude insolente.
FATOR ZULU